Quantos pertubados já tentaram me conheçer:

sábado, 23 de junho de 2012

O Amuleto do amor

 
E hoje do que venho lhes falar, não é de artefato simples, nem de joia achada em bijuteria, lhes falo de item raro quase que único, imbuído do mais belo sentimento que existe. Lhes falo de um artefato que pouco se tem reconhecimento e notícia, e mais raro ainda saber que ainda existem pessoas que ousam usa-lo. este é o Amuleto do amor.



Dizem que a receptividade desse Amuleto do amor nas pessoas por mais raro que seja, causa diferentes reações em cada um que usa, mesmo sendo poucos mas fácil se notava a diferença de reação em cada uma das poucas pessoas que o usaram. E agora vou lhes contar do mais ousado e mais conhecido portador desse amuleto que aqui esteve conosco:


   Segundo uma velha lenda, existiu um rapaz num período recente, que usou tamanho artefato. Dizem as histórias que esse homem possuía um brilho em seus olhos,eles eram feitos de emoção,seu sorriso formado sensivelmente pela dádiva das coisas puras, e o seu abraço...
Esse traduzia-se unicamente como um escudo de carinho protetor. Era natural vê-lo pensativo,risonho, espontâneo e jovial, difícil mesmo era vê-lo desmotivado. Digo sem vontade de fazer pessoas felizes.
   Já ouviu falar de luz espiritual? Alguma coisa tinha naquele rapaz, algo diga-se de passagem gigantesco, indecifrável e incompreensível. Algo que fluía-lhe os poros, transpirava-lhe através de vibrações e expandia-se em palavras.
   Imantado nas maiores forças conhecidas e desconhecidas, todos os tinham como digno de admiração tamanha força para transformar tudo ao seu redor. Mal sabiam eles que na verdade, o que lhe dava toda essa energia e  força era o verdadeiro colar que estampado ele mantinha em seu peito. De longe até parecia uma produto normal, feito com materiais simples,tendencioso até a ser inadvertidamente comparado a badulaques daqueles de baiana. Mas mesmo assim não era alvo de nenhuma desconfiança já que mais parecia objeto de vaidade, e não, um objeto que lhe guardasse energias... Pois isso mesmo: Energias.
   Tal qual o coração bombeia sangue, dali lhe bombeava,criava e acelerava todas as energias criadoras que circundavam o rapaz.
   O tempo foi passando, e o rapaz tinha criado uma dependência por aquele amuleto. Na verdade não se sabe ao certo nem como ele o ganhou, supõe-se de um boato, que lhe foi dado esse amuleto ainda quando nasceu, outros que lhe tenha adquirido naturalmente com o passar dos tempos; e das mais viajadas teorias que o amuleto seria um...Bem, vamos deixar essa última teoria para depois...
   Já era algo inato ao rapaz, as pessoas não mais o reconheciam sem o seu diferente colar no pescoço, e assim com tamanha normalidade já era tratado o colar.
   Porem no meio de todo esse mar de grandes coisas não sabiam eles a não ser o próprio rapaz que o segredo para tudo aquilo era o Amor, sim Amor com letras maiúsculas, pois de pequeno não tinha nada, merecia mais era quatro letras garrafais. ali ele envolvia todo tipo de energia e canalizado pelo amor, bombeava sua vida com uma força esmagadora! Daquelas energias que só não se envolve os pobres de alma e espírito. E lá ele foi alimentando e tornando o colar cada vez mais forte e brilhante, na verdade no pingente, brilhava já uma verdadeira pedra preciosa de tão potente. Agora meditemos:
   Imaginem-se colocando tudo que há de melhor, tudo que há de mais poderoso em você, tudo que há de mais precioso em você, dentro de um simples objeto que se carrega no pescoço; definitivamente traduzir e canalizar aquilo em algo muito grande deveria ser de uma facilidade tremenda! imagine ter acesso a tudo que há de melhor dentro de você pelo simples piscar de olhos ? Agora imagine você perder, quebrar, ou simplesmente o amuleto parar de funcionar por causas internas ? O que seria de todos esses poderes quase que sobrenaturais mas inatos ao homem ?
   Pois é, a maior qualidade do rapaz era também seu maior defeito, pois a frente de seu coração vinha o amuleto, e a frente de suas vontades, confundia o amuleto com seu coração, e sentia ali o refúgio do corpo, alma e espírito. amou tanto por livre amar a todos, que quase desaprendeu que o coração precisa também ter sentimentos para o qual amar.
   E negativamente quase se contorcia a gritos internos toda vez que aquele amuleto teimava em não funcionar. E exatamente naquele momento estava no maior apagão da história do amuleto, foi a briga mais interna entre o amuleto e o coração que jamais se viu. De longe, o viram muito confuso e perdido, parecia que a vida tinha quase que perdido o sentido sem o amuleto funcionar, pouco após ele se recuperou com pequenas quantidades de energia que o amuleto mandava, parecia um sistema de racionamento, mas quando parava, do fundo de seus olhos só se enxergava a imensidão do infinito em que o rapaz se encontrava. Perdido.

Sabe-se que pouco depois dessa grande briga e desse grande confronto, o rapaz desapareceu por ai, sem deixar notícias nem aviso pra onde ia...
Dizem-se dois boatos depois dessa enorme hecatombe sentimental do rapaz:
Uma, que ele sumiu do mundo,e lá no chão de seu quarto, caído, o colar.Que nunca mais foi o mesmo sem o colar e que pelo resto de sua vida viveu num templo dedicado apenas a cuidar de sua destruída paz interior.
A outra que o colar voltou a funcionar, mais forte que nunca, e pelo mesmo motivo que um dia fez o homem o coloca-lo no pescoço, o Amor.


P.S:
   O que não sabiam na verdade como diz a mais mirabolante das teorias, é que o colar era a outra metade do seu coração na verdade a mais intensa, e que por opção dele, aquilo havia sido externado para que assim pudesse sentir por fora toda a energia do universo. Dentro e fora de si.




segunda-feira, 18 de junho de 2012

Canta, que esse choro é solidão.

Muitos passarinhos que cantam,cantam engaiolados, cantam pela solidão, cantam pela tristeza, cantam pelo sentimento de algo muito valioso perdido.
Os humanos muito tem disso e as vezes só conseguem expor o mais brilhante de si nos momentos de crise. Não escapo ao exemplo.
Existem frases que se passam em nossa mente,que tornam o fundo mais poético, as letras ganham uma péssima mania de revirar a nossa memória ao avesso a dizer tudo que você queria em alguns versos e melodias. Infelizmente tudo lhe remete as boas lembranças, e você é tomado por soluços tristemente felizes, sabendo que aqueles momentos felizes não voltam mas que valeriam novamente nem que tivessem durado um segundo.
E do máximo somos recolhidos a um sintoma de anestesia total, sem fome, sem sede, sem vontade de nada, falsamente iludidos achando que tudo isso irá passar... Quem dirá das febres emocionais! Maior reação não há do corpo em saber que algo que muito lhe faz bem, não mais será parte de você, pois é, certo estão os que acreditam que o poder da psique é maior do que se imagina, e não se deixar levarem por elas. O único problema é que não ser influenciado pela psique é não ser humano
As perguntas que estão lá escancaradas mas que se tem medo de pronunciar,
Acho que um dos maiores defeitos do homem é o saudosismo, daqueles que tem um tempero de nostalgia, é uma porção enorme de tristeza contida na receita. Pior ainda é quando se torna algo tão intenso e tão forte que você começa a se perguntar se o que está sentindo de verdade não é uma pura ilusão.
E dos nossos olhos, espelhos da alma, que mais parecem nascentes de rio, é como se cada lágrima tirasse o peso que os nossos olhos ganham em encarar a vida, e quanto mais sensível você for; pior.
O corpo pede, os olhos choram, a mão sente o que não mais sentia, e a alma padece; padece em um calo, uma ferida.
E mais do que tudo a sensação de estar voltando ao mundo dos mortais, longe daquilo que lhe fazia ser o especial.
Estórias de amor são lindas, o processo a conquista o primeiro beijo, a grande crise a sensação de perder, reconquistar, o grande beijo, a cena do casal juntinho novamente a musiquinha de fundo e aquela frase linda:
E viveram felizes para sempre.
E você morto de curiosidade querendo saber o que vem depois do: E viveram felizes para sempre? 


Na História não se conta como é que eles vivem apenas se descobre. Juntos.



Porquê no fundo, berrando em nossos ouvidos a pergunta fica:

E agora? O que eu vou fazer dos meus sonhos ?

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Nem Machado acharia!

E no meio do estrada, vendo as gotas caindo na janela, e o silêncio percorrendo toda a selva de pedra, só te digo uma coisa:

-Acho que encontrei a resposta.