Quantos pertubados já tentaram me conheçer:

sábado, 26 de outubro de 2013

Querido Diário

Querido diário,

Em primeiro lugar gostaria de dizer que escrever assim é muito engraçado e esquisito! Kkk me faz sentir de volta aos meus 15 anos na época do fake, mas tudo bem, vamos lá: Estou escrevendo assim hoje, pq hoje foi um dia muito feliz! Acabei de saber que existe lá na faculdade um espaço na biblioteca para livros que misturam psicologia e espiritualidae! Vou devorar todos! Vou devorar não, já estou devorando, afinal peguei 2 hoje mesmo e prometo para mim que vou ler eles até de madrugada depois que tiver estudado um pouquinho agora a tarde para a cadeira de Neuroanatomia Funcional.

Faz algum pouco tempo já que comecei a faculdade e já me sinto mais do que super apaixonada! Parece que tudo aquilo que eu imaginava ainda era pouco perto do que eu sinto aqui dentro. A minha turma é ótima! As pessoas são tão fofinhas e por incrível que pareça: Não sou a mais velha da turma! HAHA! Sem contar que não existe coisa mais maravilhosa do que encontrar as meninas quase todo dia, Marizita que está na minha sala e Bianca que  fica numa sala um pouquinho mais distante da minha, mas a gente sempre dar um jeitinho de ficar juntas para fofocar e trocar figurinhas.

O dia hoje foi bem tranquilo, ainda estou me acostumando com essa vida de pegar 6 ônibus por dia(um para o T.I Xambá, lá pego outro para Encruzilhada e na encruzilhada pego o querido Rio Doce/CDU. E na volta repito o processo, só que inverso), mas quando chego lá na sala tudo compensa.

A vida nesses primeiros dois meses sem trabalhar ainda está sendo um pouquinho estranha, mas estou dando meu jeitinho. Essa carga horária enorme que tem o curso dificulta muito o processo até para que eu arrume um estágio, mas sei que as coisas vão se acalmar e que vou dar meu jeito com relação a isso.

Já no centro as coisas tão de vento em popa! Aquele Datashow que conseguimos arrecadar e comprar mudou totalmente a maneira como as pessoas estão enxergando o conteúdo espírita lá no centro! Levei algumas várias coisas que usei no EME no grupo de estudos e arte e fiz em palestra, como resultado; não há um dia de palestra naquele centro que graças a Deus não fique cheio! Estamos cogitando até colocar mais umas cadeiras porquê o volume realmente tá grande. Na mediúnica estou me aprofundando ainda mais, tem uns dois livros que li que estão sendo de grande ajuda para mim, tudo isso porquê um grupo de facilitadores está vindo para cá toda sexta feira fazer um trabalho conosco de estudos aprofundados sobre o trabalho mediúnico, e eu estou amando!

Lá em casa as coisas também andam muito bem, meu pai já com quase um ano de cirurgia parece que nem lembra mais que fez alguma cirurgia na vida de tão bem que está(o dominó dele eu tenho certeza que foi uma boa fisioterapia), minha mãe esta no tempinho que pode estudando, porquê disse que ia tentar fazer o ENEM de novo(no ano passado a nota dela foi até boa, mas ela não conseguiu ir muito longe no SISU porquê não estava tãão boa assim), daí que estou ajudando ela no que posso e ela mesmo sob muita reclamação e preguiçinha está dando uma estudada(tenho certeza que dessa vez ela passa). E Yvanna rapaz, diz ela que está gostando do curso, e tive certeza disso quando chegou a semana de provas dela na  faculdade e ela veio me pedir ajuda para elaborar um plano de estudos para ela, porquê não queria reprovar na faculdade kkkk. Ah! E também quando veio a primeira nota alta dela na faculdade em Int. ao Direito. A gente aqui em casa fica até brincando com ela, dizendo que para ser delegada ela vai ter quer ralar um pouquinho mais, porquê ela ficou se achando né ?

Enfim. A minha vida anda assim bem tranquila e parece que ainda estou vivendo em um sonho! Espero que esse ‘pequeno’ recorte tenha servido para ilustrar minha vida nos dias de hoje. Obrigado pela atenção Querido diário, e nos vemos em breve. Beijo <3

N.V 24 de maio de 2014

sábado, 25 de maio de 2013

O dia em que ele parou de arrancar flores.

E era assim tradicionalmente, depois de desperto e a caminho de seus afazeres rotineiros, seguia sempre o seu caminho admirando a beleza da natureza. E que beleza! Sabia as descrever como ninguém! E as fitava com aqueles olhares lentos, de fotógrafo que transformam qualquer situação a qualquer momento com um simples olhar.




Mas olhar não lhe era necessário, como menino buliçoso tinha uma mania de levar-lhes as flores e folhas por onde passava. Eram tão belas que não poderiam ficar apenas limitadas aos seus olhos. As carregava e quando não a saia depenando canto por canto, traço por traço, pétala por pétala, dava para as moças de aparencia meiga e sensível que tanto passavam no seu caminho. Sempre na melhor das intenções, o seu sorriso era apenas o que lhe desejava, quando jogado ao canto as plantas não viravam restos no chão.

Porém, com o passar do tempo, não mais olhou com prazer  para a atividade quase nula que tinha, Sentiu um ser vivo ali lhe olhando, lhe sentindo, era como se agora estivesse machucando uma pessoa.

Observou naquele momento a flor. Um lírio azulado:
Ao nosso olhar desprecupado, não passa de belíssimo exemplar de nossa flora ambiente, mas se observarmos a fundo, iremos notar que encerra em si um mundo à parte.

Seu caule, protegido pelas folhagens, busca as raízes para receber o alimento, e as raízes por sua vez, trabalham anônimas no sulco do solo, colhendo elementos e transformando-os em nutrientes, sem esquecer o processo da fotossínte que assume papel fundamental na nutrição vegetal. Com todo este trabalho, esta planta garante proteção ao solo.

 Suas folhas que secam retornam ao campo decompondo-se e servindo de repasto às criaturas dos reinos subterrâneos. E na sutileza de seu cálice, borboletas, abelhas e pássaros gozam da fragrância bendita do pólen.

E daquele dia em diante, conseguiu enxergar mais longe, deixou de ver com olhos de ver e passou a olhar com os olhos de sentir. Por onde passava agora,as acariciava.

sábado, 6 de abril de 2013

O conto dos aventureiros de terras grandes






Para acompanhar a leitura


Numa ilha muito distante, em um tempo longínquo, onde as únicas perspectivas de ter uma vida diferente e fora da monotonia de um povo campestre, desbravar o grande mar era a única solução para os que procuravam mais aventura em suas vidas...

E como sempre ao início da primavera, como de costume algumas embarcações tomavam destino sempre as terras grandes e novidades do momento do outro lado do mapa... E dentro dessas embarcações histórias e sonhos do mais diversos eram carregados rumo a terra grande.

A história que venho lhes contar não é de fino trato, mas é uma bela história de lealdade apesar das adversidades que a vida pode lhes trazer...

A menina criada em trato fino, de rosto suave e sorriso encantador, sempre foi tida como o sol de sua casa. Batalhadora nata, as pessoas sempre souberem que a menina ia longe, e por mais que a estimassem nas estrelas a menina por humildade os falava apenas do céu, embora soubesse que realmente estava destinada as estrelas. De dentro de sua família por mais sol que fosse, estava com uma profunda sensação de sufocada, e por causa disso, viu que tomar um ar e se experienciar pelas maravilhas do outro lado do mapa seriam realmente o melhor destino dela. Então, deixando de lado e evidenciando-se como grande disposta a aproveitar ao máximo as maravilhas do outro lado, recebeu todo tipo de talento que com muito zelo lhe foi dado pela mãe em todos os instantes de sua educação, despediu-se de seu tórrido e intenso romance e partiu para o grande mar.

O homem, era um jovem, vindo do que poderia ser chamado hoje de boêmia, estava cansado de uma terra pequena e com pensamentos pequenos, apesar de sua altura um pouco acima da média era mais conhecido pelo tamanho dos seus sonhos os quais as vezes eram vistos como sem sentido . Vindo de família tradicional naquele pequeno pedaço de terra, possuir as boas coisas nunca tinha sido preocupação para ele, e segundo fofocas de dentro da ilha, estava se mudando porquê não queria mesmo era nada com a vida. Coitados.


Uma semana se passara a aquele barco que bem comportava mais de 400 pessoas, estava tão abarrotado de pessoas, que algumas delas ainda não tinham nem se visto. E o cenário do encontro daqueles dois foi mais ou menos assim: Estava ela, recém saída do refeitório, muito bem acomodada no deck tomando um sol, enquanto de uma mesa muito barulhenta se levanta um jovem e vem caminhando em sua direção com um sorriso amarelo, ela já estava com a conversa pronta para falar do namorado ao possível vigésimo sexto homem do navio que iria corteja-la. E então surpreendida com o jovem ela recebe uma pergunta que lhe surpreende todas as expectativas:

-Que livro é esse que você está lendo?

Parecia até surreal mas ele a tinha convencido a querer conversar, visto que durante essa uma semana ela estava sendo vista como 'aquela-menina-que-não-fala-com-nenhum-homem' da embarcação. E seguiram por todo o longo da tarde conversando sobre livros, vida e histórias do imaginativo.


O tempo das outras 5 semanas que passaram dentro da embarcação foi profundamente intensa e bem preenchida de 'nós dois vamos'. Passaram a conversar alem dos livros e divertidas precoces histórias da boêmia do jovem, e então começaram a compartilhar de suas histórias, seus desejos, confidencialidades, sonhos, e o quanto eram preocupados um com o outro apesar da garota ter um jeito muito peculiar de expressar sua preocupação. Ela,  era cercada de carinho por ele e sabia o quanto ele era importante para ela. E ele a tinha no coração já com um carinho imenso. E durante o processo que fez os dois se aproximarem, muitos até o viram com maus olhos vindo do fato dela ter um namorado na ilha enquanto ficava falando e sendo tão próxima assim de um menino, só que eles não enxergavam que ali, dentro da relação eles não se viam como companheiros, mas como família. Como verdadeiros irmãos um para o outro.

E então o tão esperado grande outro lado do mapa chegou. As terras eram grandes, enormes! E tudo plantando se colhia. Eles sabiam do desafio que teriam pela frente e até os seus sonhos eram muito diferentes: Enquanto o menino ia pra descobrir o mundo de lá, a menina ia para se descobrir do lado de lá. Eles sabiam que estariam sendo desafiados dia-a-dia, principalmente agora em manter a amizade, visto que enquanto o menino estaria o tempo todo viajando ao longo das terras longínquas  a menina estaria em uma endereço fixo, escrevendo postais para seus familiares e dedicando-se aos seus estudos.

No começo foi tudo muito estranho, passar um dia sem se ver era quase uma sensação de membro perdido. Mas aos poucos foram entendendo que tinham mais do que uma presença muito agradável um ao outro, mas que tinham laços invisíveis. Todo mês ao menos uma vez eles se encontravam, nem que fossem para jogar conversa fora, ou para contar das novidades um do outro. Ele sempre serelepe contando das suas novas descobertas e do quanto que se surpreendia com a natureza ao longo dos campos por onde encontrava, e ela contando do quanto se descobria a cada dia e do quanto que a rotina lhe surpreendia. A verdade é que eram bem diferentes mesmo, até na personalidade, mas bem se entendiam. 


Então o tempo que tão bem apura sabores como embolora naturalidade também não perdoou aquela amizade. Fez da menina uma cabeça-dura que só veio ser revelada ao longo dos tempos, e o menino um tremendo teimoso e curioso, detalhes das personalidades as quais os dois sabiam muito bem que tinham mas que apenas se intensificaram e ficaram menos aceitáveis ao longo do tempo.

E isso fez com que os dois de certa forma criassem chateações um com o outro e esquecessem um pouco o quanto são importantes em par. Os desejos dos dois em manter aquela amizade era grande, mas movidos a orgulho e esquecimentos, os dois deixaram a triste da amizade em cacos. Responsabilidade dupla, maior de certa forma do menino que no meio de todas as suas viagens e ocupações não mais lhe mandava os postais de 'terras distantes', e a menina que entristecida e magoada com os esquecimentos não fazia questão de lembrar-lo o quanto estava sumido, apenas o resmungava aos outros, o quão impiedoso o menino era para com ela esquecendo aquela que tinha sido a pessoa mais fiel e importante companheira dele durante a grande viagem para terras desconhecidas.

Então o mesmo sábio que não perdoa nos emboloramentos e esquecimentos, tem um primo chamado nostalgia. Um lindo primo que é mais doce do que o mais doce dos bombons comprado nas confeitarias da ilha saudosa. E uma porção desse açúcar é capaz de conceder forças suficientes para renovar os ânimos até do mais descrente dos humanos.

E do alto de uma montanha, atrasado mas conectado, ele percebeu que a ligação que tinham, que os laços invisíveis que ali existiam tinha sido feitos com um propósito e que esse propósito não podia ser deixado de lado, era algo maior do que eles poderiam medir e o tempo não poderia ser vilão e sim mocinho dessa história.  Então foi o mais rápido que pode até o litoral das grandes terras, naquela casinha bem simples e com todo coração aberto levar o mais doce dos sentimentos embalado em um profundo pedido de desculpas.

Na frente da porta, um olhar cabisbaixo e um coração sincero, acompanhado de um humilde sorriso no rosto:

Eu te amo.


Feliz  aniversário atrasado!


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O dia em que a música parou de tocar.


Ao fundo, Casa do sol.

Era fim de tarde, e da janela quadrangular no meio da parede, entrava a única passagem de luz para o quarto, que agora não continha mais nenhuma mobília. Sentado no canto do chão que  era iluminado pela janela, A luz que lá ficava, era cortada pelas divisões da madeira que criavam quadradinhos sob o chão e faziam do espaço ‘vaziamente’ iluminado,  um encontro de luz e espaço para fotógrafos.

A posição do moço era de braços entre as pernas e contemplativo do espaço vazio. Ali já havia morado; histórias e fábulas já foram contadas ao redor de muitos daqueles espaços e cômodos e lembranças que eram mais sólidas que os  tijolos ali levantados...

O Amor  olhava para ele do outro canto do quarto, e lhe dirigia um olhar de inquietação, não estava acostumado a ver o moço daquele jeito.  Era algo diferente do que estava acostumado a ver, seus músculos reagiam predominantemente no automático, suas ações eram guiadas pelo bicho chamado rotina e seu sorriso,  o usava com muita maestria: Parecia mais ter adotado um papel público, o de ‘’declaradamente sanado com o mundo’’;  Papel esse que sabia fazer com muita habilidade. Fora do público já dentro de sua mansão, o sorriso não era o mesmo. E ele sabia claramente o motivo disso...

-Eu quero saber Moço até quando você vai ficar ai...

-Não sei te responder Amor.

-Pois é! Não acha que está na hora de se acostumar com a ideia logo e deixar de lado essa mansão não?

-Deixar?

-Sim, já fazem 3 semanas que os móveis foram recolhidos de vez e você ainda insiste em vir aqui Rapaz!

Ao fundo, Times like these

-Essa ideia de que terei que deixar de lado a minha maior obra ainda não me faz completo sentido.

-Mas você não deixará. Enquanto eu estiver aqui, um pouco de vocês sempre estará aqui!

-Vocês? Que vocês? Na casa de três, hoje só moram dois. Onde está o ‘vocês' agora Amoreco ?

-Rapaz, é uma casa linda a mais bela das quais vivi e pretendo continuar vivendo, mas agora não há mais motivos para você viver apenas comigo aqui. Os tempos são outros e...

-Os tempos são outros por quê agora Ela simplesmente preferiu sair daqui de vez ? Será que é tão simples assim mesmo Môzinho?

-E com esse tom sarcástico você pretende chegar aonde? Acha que me destratando, ou me ignorando que nem você está fazendo com Ela vai conseguir o que quer? Sua paz de espírito?

-Como você sabe que estou ignorando-a? Enfim, Desculpe, não era essa a intenção. É que é realmente ainda não faz sentido pra mim...

-Moço deixe eu lhe dizer uma coisa: Você é um dos maiores arquitetos que já vi por toda minha peregrinação ao longo desses caminhos por ai... Essa foi sim inegavelmente a casa mais bela e sólida que você já fez até agora. ATÉ AGORA! Seu talento e seu coração são capazes de fazer algo absurdamente maior que isso! Lembre-se de seus pais e na casa deles... Todos somos capazes de fazer grandes construções, quem dirá você que vive disso. Das suas construções...

-Eu sei amor; mas e você? Pra onde vai?

-Ficarei aqui.

-Por que?

Nesse momento, ele parou, deu um longo suspiro e lhe sorriu de canto de boca, parecia até que já sabia que essa pergunta iria ser feita. Como se de alguma forma o Moço precisasse de uma confirmação daquilo que já era verdade...

-Porque sou único. E fui feito por vocês para ficar aqui. Enquanto eu existir essa casa existirá. quer vocês voltem a morar aqui ou não. Quer até queiram fingir que eu não existo junto com essa casa. E outros de mim irão surgir para habitar cada moradia que vocês forem, mas o amor que vive aqui, pode ter certeza: É único.

-E esses outros que conhecerei, serão como você ?

-Claro que não. Cada exemplo de nós será diferente por quê serão moradas diferentes...

-E serão melhor do que você ?

-Talvez não...Talvez sim...Quando me conheceu você sabia que eu era essas coisas todas dentro dessa casa ?

Ao fundo, Versos simples
-Entendi... E uma coisa amor: Que eu faço com aquele inquilino que entrou aqui na casa ?

-Ah rapaz! Ele é um fantasma você nunca ouviu falar não? Ele é um pouco de mim sem uma forma concreta. Vai ficar lhe incomodando toda vez que você não souber o que fazer  aqui dentro; E lá fora, vai ser um alarme para lhe lembrar que distancia que você cria de nós, Eu e ela. O nome dele é saudade.

-Se eu ficar aqui dentro ele me segue, se ficar lá fora ele me chama. Ele é grudento assim mesmo ?

-Sim e esteve com você mais tempo do que você imagina... Entenda uma coisa Moço, me evitar ou evitar ela não vai lhe levar a lugar algum. Pois você estará trocando sua presença por esse fantasma. É isso mesmo que você quer ?

-Não.

-Então comece a repensar sobre isso.

-Hum...Só me diz uma última coisa: E os meus sonhos que faço com eles ?

-Deixe-os aqui. Faça como ela fez. Porquê de nada vai te adiantar levar esses sonhos para outras casas.Novos sonhos deverão nascer junto com as outras moradias. Deixe-os aqui. A casa é grande e tem espaço para todos eles.

-E você vai fazer o que com eles ?

-Pare de se preocupar com esses sonhos Rapaz. Deixe-os aqui, eu vou saber o que fazer com eles.

Ao fundo, Relicário

Desfazendo-se de todos eles,  o moço pouco a pouco os guardou com carinho em algo que poderia caber uma lua, um girassol, ou até mesmo um colar de arroz. O sol já quase saia da casa e da janela não mais entrava aquela luz que criava os tijolinhos no quarto. Era hora de partir, e o moço sabia disso. Quem sabe voltasse, quem sabe não. Tinha deixado agora seus sonhos naquela casa o que tivesse que fazer agora fora dali, teria que ser feito sem eles. Olhando de relance os movimentos do Moço,  o amor sabia o que fazia, embora o moço ainda não compreendesse.

-É amor, talvez tenha faltado um pouco mais de eu e você por aqui...

Ao fundo, Porque nós