Quantos pertubados já tentaram me conheçer:

terça-feira, 24 de julho de 2012

O Museu três metros acima do céu.



Museu: Uma instituição permanente, sem fins lucrativos, a serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberta ao público e que adquire, conserva, investiga, difunde e expõe os testemunhos materiais do homem e de seu entorno, para educação e deleite da sociedade.

O que será que pensa Da Vinci ao ver a Monalisa em um museu ? Será a sua intenção ? ver a sua maior obra, fadada a um museu, aos olhos e julgamentos dos outros ? Dignos de admiração claro... Mas teria sido isso o que se ele esperava que fosse acontecer com A Gioconda  ?

Julho já se passava, e junto com ele havia trazido um inverno parcialmente rigoroso, e uma febril sede de mudança, transformação, e desapropriação de velhas rotinas.  Inevitavelmente, aquela que era mansão, dos quintais floridos, corredores de engraçadas fotos, e salas abarrotadas de bons amigos contadores de histórias; tinha se tornado algo muito diferente do imaginado. Até o vento pairando sobre o espaço era algo diferente, embaraçoso, travado como clima de sala de pediatra : Cheiroso, calmo e repleto de crianças acanhadas com a sua atual situação.

Assim que os dois haviam saído de lá passaram ainda, um breve tempo a vagarem entre idas e vindas naquela que lhes era a linda moradia. Não tardou, mas essas idas e vindas lhes custaram mais do que podiam proporcionar, e logo foram suspensas por ordem maior. A maneira como conviviam ali não estava fazendo bem a ninguém. Seria destrato a mansão ficar daquela maneira, ainda mais com aquele que mais que os dois era por direito morador dali : O amor. Mas dele falaremos um pouco depois...

A vida do moço tinha se tornado uma verdadeira jornada em busca do rumo dos seus talentos.
Dos seus olhos de energia, minavam agora uma chama em busca do que sonhava , e já se sentia palpando um pouco de cada coisa brevemente em suas mãos, como se a imaginação, fosse o primeiro campo fértil das realizações. Do seu pós migração, fala-se que ele tornou-se uma pessoa mais fechada não menos extrovertida, apenas mais reflexiva. Talvez aqueles tantos peixes e aquários de alguma forma tenham lhe ensinado a não morrer pela boca. Em seu novo espaço, preferia ficar calado e omitir opiniões a respeito, para não ficar de malfazejo fazendo comparações com a mansão.

A moça, se sabia que tomou um rumo distante daquela mansão. Sacudiu as lembranças num relicário e como sino de paz guardou-o em sua carteira a sete chaves. Instantes após isso, pouco se ficou sabendo sobre ela. Sair daquela situação lhe foi até um pouco mais complicada, pelo imenso sentimento de culpa e leve remorso que lhe auto impunha sobre os ombros. Mas nada que boas companhias a pudessem reabilitar. Ordeira e dedicada seguiu sua rotina a risca como sempre fazia no trato além mansão. Sabe-se por fim, que agora ela habitava em uma linda casa iluminada pelo sol poente, no cume de uma montanha, ao qual distante ela todo dia antes de colocar sua cabeça no travesseiro, fitava da janela a mansão.

E o que dizer daquele que depois do furacão, depois da implosão, depois do alvoroço, depois do choro,  depois do silêncio e depois até do tempo permaneceu ali ?
Que dizer do amor ?
            Sem dúvidas ele foi o que mais sofreu com tudo aquilo, sua relação com aqueles dois era de extrema dependência,  a mansão podia até envelhecer, mas pouco importava, lá estaria o Amor firme e forte os esperando de braços abertos como sempre. E por um bom tempo ele lá ainda permaneceu, de braços abertos, olhando de soslaio pelo enorme vitral da sala, para aquela bela estradinha que fazia rota direta para a mansão. Em vão. Já era tarde demais para ver naquela estação e nas muitas outras que viriam os dois vindo de mão dadas. Dias e dias olhando aquele vitral sem nenhum sinal que o alimentasse de esperanças, a não ser o de sua intuição.

Vendo o humilde enorme estofado encher de poeira, as primeiras teias surgindo por entre as fotos, os primeiros piscos do lustre que fugaz estava começando agora a piscar, E sem nenhum sinal da volta dos dois, ele se viu numa única decisão para não dar fim a mansão:
            
            Fazer dela um museu. Não qualquer museu, mas um verdadeiro espaço de convívio humano que pudesse manter de alguma forma viva as lembranças daqueles tempos áureos. E firme em sua decisão, bloqueou apenas alguns espaços que cabiam apenas de circulação dele, e tornou público, para que o mundo pudesse ver, que de alguma forma ali habitava o sentimento mais belo que o homem pode conhecer. Fez da mansão o museu e dela tornou-se guia. Os dois distantes dela, nada faziam, apenas olhavam tudo aquilo se tornando o museu.
            Multidões frequentavam espantadas aquele espaço; em busca de respostas sobre como que uma mansão perfeita daquela fizera dois dos moradores simplesmente partirem sem muitas explicações.

Como se sair de uma casa pedisse explicações para alguém mais além dos moradores.

Do alto da montanha e dos murmúrios do império, os dois nada podiam fazer. Não agora.

E como história desenvolvida em prosa de gramática, aquela não era digna de “ ponto” propriamente dito, e sim de “reticências” daquelas bem robustas que chamam mais atenção do que o texto inteiro. 3 pontos muito bem dados.
3 metros acima do céu.


P.S: O que são três metros acima do céu para quem já conheceu as galáxias ?

sábado, 23 de junho de 2012

O Amuleto do amor

 
E hoje do que venho lhes falar, não é de artefato simples, nem de joia achada em bijuteria, lhes falo de item raro quase que único, imbuído do mais belo sentimento que existe. Lhes falo de um artefato que pouco se tem reconhecimento e notícia, e mais raro ainda saber que ainda existem pessoas que ousam usa-lo. este é o Amuleto do amor.



Dizem que a receptividade desse Amuleto do amor nas pessoas por mais raro que seja, causa diferentes reações em cada um que usa, mesmo sendo poucos mas fácil se notava a diferença de reação em cada uma das poucas pessoas que o usaram. E agora vou lhes contar do mais ousado e mais conhecido portador desse amuleto que aqui esteve conosco:


   Segundo uma velha lenda, existiu um rapaz num período recente, que usou tamanho artefato. Dizem as histórias que esse homem possuía um brilho em seus olhos,eles eram feitos de emoção,seu sorriso formado sensivelmente pela dádiva das coisas puras, e o seu abraço...
Esse traduzia-se unicamente como um escudo de carinho protetor. Era natural vê-lo pensativo,risonho, espontâneo e jovial, difícil mesmo era vê-lo desmotivado. Digo sem vontade de fazer pessoas felizes.
   Já ouviu falar de luz espiritual? Alguma coisa tinha naquele rapaz, algo diga-se de passagem gigantesco, indecifrável e incompreensível. Algo que fluía-lhe os poros, transpirava-lhe através de vibrações e expandia-se em palavras.
   Imantado nas maiores forças conhecidas e desconhecidas, todos os tinham como digno de admiração tamanha força para transformar tudo ao seu redor. Mal sabiam eles que na verdade, o que lhe dava toda essa energia e  força era o verdadeiro colar que estampado ele mantinha em seu peito. De longe até parecia uma produto normal, feito com materiais simples,tendencioso até a ser inadvertidamente comparado a badulaques daqueles de baiana. Mas mesmo assim não era alvo de nenhuma desconfiança já que mais parecia objeto de vaidade, e não, um objeto que lhe guardasse energias... Pois isso mesmo: Energias.
   Tal qual o coração bombeia sangue, dali lhe bombeava,criava e acelerava todas as energias criadoras que circundavam o rapaz.
   O tempo foi passando, e o rapaz tinha criado uma dependência por aquele amuleto. Na verdade não se sabe ao certo nem como ele o ganhou, supõe-se de um boato, que lhe foi dado esse amuleto ainda quando nasceu, outros que lhe tenha adquirido naturalmente com o passar dos tempos; e das mais viajadas teorias que o amuleto seria um...Bem, vamos deixar essa última teoria para depois...
   Já era algo inato ao rapaz, as pessoas não mais o reconheciam sem o seu diferente colar no pescoço, e assim com tamanha normalidade já era tratado o colar.
   Porem no meio de todo esse mar de grandes coisas não sabiam eles a não ser o próprio rapaz que o segredo para tudo aquilo era o Amor, sim Amor com letras maiúsculas, pois de pequeno não tinha nada, merecia mais era quatro letras garrafais. ali ele envolvia todo tipo de energia e canalizado pelo amor, bombeava sua vida com uma força esmagadora! Daquelas energias que só não se envolve os pobres de alma e espírito. E lá ele foi alimentando e tornando o colar cada vez mais forte e brilhante, na verdade no pingente, brilhava já uma verdadeira pedra preciosa de tão potente. Agora meditemos:
   Imaginem-se colocando tudo que há de melhor, tudo que há de mais poderoso em você, tudo que há de mais precioso em você, dentro de um simples objeto que se carrega no pescoço; definitivamente traduzir e canalizar aquilo em algo muito grande deveria ser de uma facilidade tremenda! imagine ter acesso a tudo que há de melhor dentro de você pelo simples piscar de olhos ? Agora imagine você perder, quebrar, ou simplesmente o amuleto parar de funcionar por causas internas ? O que seria de todos esses poderes quase que sobrenaturais mas inatos ao homem ?
   Pois é, a maior qualidade do rapaz era também seu maior defeito, pois a frente de seu coração vinha o amuleto, e a frente de suas vontades, confundia o amuleto com seu coração, e sentia ali o refúgio do corpo, alma e espírito. amou tanto por livre amar a todos, que quase desaprendeu que o coração precisa também ter sentimentos para o qual amar.
   E negativamente quase se contorcia a gritos internos toda vez que aquele amuleto teimava em não funcionar. E exatamente naquele momento estava no maior apagão da história do amuleto, foi a briga mais interna entre o amuleto e o coração que jamais se viu. De longe, o viram muito confuso e perdido, parecia que a vida tinha quase que perdido o sentido sem o amuleto funcionar, pouco após ele se recuperou com pequenas quantidades de energia que o amuleto mandava, parecia um sistema de racionamento, mas quando parava, do fundo de seus olhos só se enxergava a imensidão do infinito em que o rapaz se encontrava. Perdido.

Sabe-se que pouco depois dessa grande briga e desse grande confronto, o rapaz desapareceu por ai, sem deixar notícias nem aviso pra onde ia...
Dizem-se dois boatos depois dessa enorme hecatombe sentimental do rapaz:
Uma, que ele sumiu do mundo,e lá no chão de seu quarto, caído, o colar.Que nunca mais foi o mesmo sem o colar e que pelo resto de sua vida viveu num templo dedicado apenas a cuidar de sua destruída paz interior.
A outra que o colar voltou a funcionar, mais forte que nunca, e pelo mesmo motivo que um dia fez o homem o coloca-lo no pescoço, o Amor.


P.S:
   O que não sabiam na verdade como diz a mais mirabolante das teorias, é que o colar era a outra metade do seu coração na verdade a mais intensa, e que por opção dele, aquilo havia sido externado para que assim pudesse sentir por fora toda a energia do universo. Dentro e fora de si.




segunda-feira, 18 de junho de 2012

Canta, que esse choro é solidão.

Muitos passarinhos que cantam,cantam engaiolados, cantam pela solidão, cantam pela tristeza, cantam pelo sentimento de algo muito valioso perdido.
Os humanos muito tem disso e as vezes só conseguem expor o mais brilhante de si nos momentos de crise. Não escapo ao exemplo.
Existem frases que se passam em nossa mente,que tornam o fundo mais poético, as letras ganham uma péssima mania de revirar a nossa memória ao avesso a dizer tudo que você queria em alguns versos e melodias. Infelizmente tudo lhe remete as boas lembranças, e você é tomado por soluços tristemente felizes, sabendo que aqueles momentos felizes não voltam mas que valeriam novamente nem que tivessem durado um segundo.
E do máximo somos recolhidos a um sintoma de anestesia total, sem fome, sem sede, sem vontade de nada, falsamente iludidos achando que tudo isso irá passar... Quem dirá das febres emocionais! Maior reação não há do corpo em saber que algo que muito lhe faz bem, não mais será parte de você, pois é, certo estão os que acreditam que o poder da psique é maior do que se imagina, e não se deixar levarem por elas. O único problema é que não ser influenciado pela psique é não ser humano
As perguntas que estão lá escancaradas mas que se tem medo de pronunciar,
Acho que um dos maiores defeitos do homem é o saudosismo, daqueles que tem um tempero de nostalgia, é uma porção enorme de tristeza contida na receita. Pior ainda é quando se torna algo tão intenso e tão forte que você começa a se perguntar se o que está sentindo de verdade não é uma pura ilusão.
E dos nossos olhos, espelhos da alma, que mais parecem nascentes de rio, é como se cada lágrima tirasse o peso que os nossos olhos ganham em encarar a vida, e quanto mais sensível você for; pior.
O corpo pede, os olhos choram, a mão sente o que não mais sentia, e a alma padece; padece em um calo, uma ferida.
E mais do que tudo a sensação de estar voltando ao mundo dos mortais, longe daquilo que lhe fazia ser o especial.
Estórias de amor são lindas, o processo a conquista o primeiro beijo, a grande crise a sensação de perder, reconquistar, o grande beijo, a cena do casal juntinho novamente a musiquinha de fundo e aquela frase linda:
E viveram felizes para sempre.
E você morto de curiosidade querendo saber o que vem depois do: E viveram felizes para sempre? 


Na História não se conta como é que eles vivem apenas se descobre. Juntos.



Porquê no fundo, berrando em nossos ouvidos a pergunta fica:

E agora? O que eu vou fazer dos meus sonhos ?

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Nem Machado acharia!

E no meio do estrada, vendo as gotas caindo na janela, e o silêncio percorrendo toda a selva de pedra, só te digo uma coisa:

-Acho que encontrei a resposta.

domingo, 27 de maio de 2012

Navegar é preciso



Marinheiro marinheiro, se soubesses bem pra onde ia remar, será que teria te atrevido a se meter no aquário ?
  Daquela vez o marinheiro saiu, mas saiu sozinho, pensou firme, com a mente mais firme do quando se segura o leme em tempos de tempestade: Pra onde iria sozinho se sua barcaça era para dois ?
Não quis saber, estava decidido a de alguma forma fazer aquele barco andar e chegarem ao destino.
Era sol, estava brilhando, e o cilma era doce, fazendo todos quererem mover-se a pés dançantes.

   Mas o clima dentro do barco não estava pra isso, de longe se entendia que estavam ilhados. Como chegar na terra dos frutos abundantes e sol o dia todo, em uma barcaça, se não se sabe nem pra onde guiar? Era verdade... Fazia um bom tempo que não se alimentavam direito,dentro do barco desde a tempestade dos ventos de abril pareciam estar pisando em ovos dentro do barco. Os ventos não sopravam a sabor da vela, mas isso não impediu que tivessem desistido de chegar lá. Na verdade a crise não era mais culpa do mau tempo dos que não sabiam navegar, mais sim daqueles navegadores que agora se encontravam ilhados e não sabiam mais como encontrar o caminho de chegada. A volta não era mais opção, suscitaria o fracasso. Desde antes de embarcarem para essa viagem tinham decidido que era tudo ou nada.

   E muitos estavam apostando neles, eram os melhores velejadores da região, eram as meninas dos olhos para todos! -Quanto entrosamento!Quanta habilidade na hora de velejarem juntos!- Diziam os pescadores daquela antiga ilhota. Na verdade tanto quanto aprenderam juntos de velejar, aprenderam quando ainda remavam, sozinhos, ou se atreviam a pequenas aventuras em barcos de dois. Comandavam nas boas e más marés. ou pelo menos tinham pensado que sim, e toda essa pressão externa era o que talvez estivesse pesando muito na sua decisão agora. Não interessava. o momento era o mais crítico de todos.

 Que importava agora era coisa séria. Será que ele via que para o outro marinheiro, aquela viagem parecia estar perdendo o sentido? Talvez até o maior medo dele fosse esse, ouvir do outro marinheiro que a viagem agora não tinha mais sentido. Era como se tudo fosse a perder, mas eles não tinham culpa, não pode haver viagem se não há um sentido, um motivo para se chegar em algum canto. O fato é que ele estava de mãos atadas, não podia fazer nada para mudar a opinião do outro marinheiro a não ser mostrar- lhe, que tudo que já tinham trilhado até ali, fazia valer lutar por qualquer destino. E quanto ao confuso marinheiro, realmente parece que aquelas tempestades do mar de abril tinham confundido a cabeça dele.

   O fato é: que agora o mar estava calmo e eles iam precisar resolver isso. precisavam se reencontrar como parceiros de causa, o barco não podia ficar parado. doía de mais aos dois, ver o tão longe que tinham chegado com a embarcação, e no meio do caminho perderem a direção total.
   Então para por um fim o marinheiro tinha decidido que queria mais do que tudo seguir aquela viagem. Como se não tivessem sentido nada, como se todas as turbulências que tivessem passado, apenas fossem ondinhas que os fizessem se tornar mais fortes, a ilha dos sonhos era coisa séria, e se dependesse dele estaria lá amanha nem que fosse a sopro. Não se conformava que as coisas estivessem ruins ele sabia que podia mudar, ele sabia que era ele que tinha que fazer mudar...
Mas num barco ninguém faz a diferença sozinho,afinal o destino é para dois, e desse barco ele só saia para morrer afogado. Vamos confiar que é possível chegar a ilha marinheiro ?
...

‎"Vós que governais as águas, derramai por sobre a humanidade a vossa proteção, fazendo assim Divina Mãe, uma descarga em seus corpos materiais, limpando suas almas e incutindo em seus corações o respeito e a veneração devida a essa força da natureza que simbolizais.
Fluidificai nossos espíritos e despertai nossa matéria de todas as impurezas que hajam adquirido. Permiti que vossas falanges nos protejam e amparem, assim o fazendo com toda a humanidade, nossa irmã.

Salve Iemanjá, Rainha dos mares."






Mais do que me atreveria!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

segunda-feira, 7 de maio de 2012

O Cômodo proibido





E novamente estavam aqueles três sentados no sofá da sala conversando sobre si:
Ela, ele e o amor.

As coisas que construíram para si, e o real império que circundava toda a mansão já não era coisa pouca, era digna de admiração e inspiração e exemplo. Lindo como um jardim florido, coberto por duas rosas vermelhas e alguns tantos hipotéticos girassóis, a mansão estava sempre coberta por flores, podiam até ficar um pouco murchinhas às vezes por causa da falta de atenção do mocinho e da mocinha que andavam sempre ocupados com a rotina, mas o amor, que vivia em casa não perdia seu tempo e logo tratava de rega-las deixando-as lindas como deveriam sempre ser por natureza.

Na sala de recepção já tinham trazido os melhores amigos e de mais nobres corações, os dele agora eram deles e os dela, deles também. E os laços os tinham aproximado como se fosse plano deles unir todos por um só, quem sabe até uma causa mais nobre do que pudessem imaginar.
Na sala de estar, um teto pintado com uma mandala enorme do qual reciprocamente tinham escolhido que era mais bela por entra as belas e no meio um lustre todo cheio de pedrinhas que Ele dizia serem mágicas. Com um enorme sofá branco, todo almofadado e com direito até a cobertor, que mais parecia uma cama de solteiro, já tinham compartilhado de suas melhores histórias, e conversas do cotidiano. Também na sala havia uma televisão que mais parecia um imã, fazia com que eles ficassem como diz o velho matuto - Tudo encangado no ôto - e Sempre muito atenciosos, até do recíproco almoço de cada um, tinham interesse em saber. E pobre do amor! Ah amor! Como era risonho e espaçoso naquele sofá o travesso, fazia o sofá parecer pequeno para aqueles três que mal se cabiam de tanto afeto.

Nos corredores da casa e nas belas paredes em diversos tons de azuis e madeiras, lindas fotos enquadradas daqueles passeios e daqueles paparizzis que adoravam fazer daquele trio o mais belo de todos da história.
Sabiam até de cor a ordem com que pessoalmente colocavam as fotos naqueles álbuns.
Andando um pouco mais pela mansão e tornando-se um pouco mais íntimo para adentrar certos locais, no banheiro se descobria que apesar de anti-higiênico dividiam a mesma escova e achavam aquilo motivo de riso por culpar aquilo ao desleixo mútuo.

Na cozinha tinham se divertido a beça, mal sabiam que os quitutes que tanto tinham saído dali de fato tinham os deixado mais gordinhos. O amor reclamava inocentemente sempre de barriga cheia pedindo para que o fizessem dos melhores doces do mundo. E eram realmente bem servidos com os mais bem dedicados momentos de carinho e vontade de ver um sorriso de barriga cheia que eram feitos. Lembrado os fatos em que a mocinha após comer  todo seu quitute, sem nenhuma piedade aproveitava e como num ato de loba dava um bote e roubava com a própria boca deliciosas trufas da mão do moço que ingenuamente acreditava estar podendo se gabar de estar com a última bolacha do pacote.

Na mesa de jantar, uma imensa mesa redonda de vidro com roldana para passar as comidas sem muitas dificuldades, que nem aquelas de reality show, já tinham dado boas gargalhas reunindo os familiares, os amigos para experimentar as tantas maravilhas que a vida encarnada pode oferecer em forma de alimentação. Dispensado os estabanamentos do mocinho e da mocinha que às vezes teimavam em derrubar copos dos outros, quebrar porta-guardanapos, derrubar sucos ou coisas do gênero que eram sempre seguidas de boas risadas e uma famosa frase coralmente pronunciada:
-Como você é desastrado!

Andando um pouco mais nos cômodos daquela mansão se via no closet que as coisas tinham mudado um pouco para os dois:
Ela agora mais confiante de si, aderia a vestidos longos que tornavam todo vistoso o belo corpo curvilíneo da mocinha, ele tomado por opiniões controversas cortara sua tradicional juba que não mais sintonizava com seu modo de viver e matinha seu cabelo ultimamente curto.
Um pouco mais realizada, também aderiu a mocinha um sapato daqueles bem clássicos, um Oxford, apesar do pouco uso já que seu All Star branco mais parecia secador de macarrão por tantos discretos buracos.

Nos corredores que davam para os quartos já tinham experimentado muito bem a pés descalços e torsos desnudos, o friozinho de um ventinho a praiana e o calor de um bom abraço, percorrendo curtos caminhos que pareciam intermináveis a cego, apenas com a vontade de se olharem profundamente.

Porem de todos os espaços na casa o único que depois de todo esse tempo não parecia ser de três era, o quarto.
Confusão maior não havia numa casa feita totalmente para três, apenas um morador ter vontade entrar num cômodo feito para os três. O mocinho era o único que tinha vontade de entrar e ficar por lá. Mal conheciam com clareza de um lar essa parte que existia da casa deles. Certa vez até entraram os três, estavam empolgadíssimos, o amor se deliciava jogado no braço dos dois enquanto a mocinha e o mocinho com o amor nos braços apenas sentiam um enorme frio na barriga por saber que estavam fazendo ingênuas promessas, que quebradas não seriam de tão mal assim. Saiam de uma festa no bairro que viria a ser o que é hoje o império e entraram lá os três com o maior clima de proibido, Sem acender luzes, sem fazer barulhos, sem pisar forte para não acordar os vizinhos, fecharam a porta com o seu ruidoso ranger de madeira e trancaram para lá saber como seria estar lá.
Deitaram-se na cama sem titubear e entre carinhos e aconchegos materiais se sentiram mais conectados como nunca tinham estado em todos os momentos juntos. Nesse dia o mocinho descobriu que contar estrelas era mais divertido do que se imaginava e ainda hoje repousa em sua imaginação todas as que viu naquela noite. Ali, passaram uma noite, uma incrível noite em que as horas passaram e o amanhecer chegava sem ser convidada  para acabar com a felicidade daqueles três, não se nega que foi uma das lembranças mais felizes que os três tiveram juntos, mas a única naquele quarto.

Depois de lá naquele passado mais ou menos recente que olhado por eles, mas parece uma questão de meses, nunca mais o amor e a mocinha quiseram entrar lá novamente. O amor algumas vezes até teve vontade de entrar junto com o mocinho, devido a seu enorme contingente de argumentos e discursos dizendo que o amor e ele entrando, a mocinha também sentiria vontade de entrar, mas não entrou, já que o quarto sem os três não era nada. O mocinho idem, não entraria sozinho, e a mocinha por motivos que só ela sabe bem, não sente vontade de entrar. E hoje, a contragosto da mocinha e do amor, o que mais dói é a sensação de impotência que o mocinho sente por ver os dois sem vontade nenhuma de estar com ele naquele cômodo que deveria ser o mais especial por entre todos da mansão.


Os três sabem muito bem do valor de toda a mansão e sabem mais ainda que o maior problema deles aqui  é na verdade a única solução para esse clima péssimo, que fica toda vez que passam na frente daquele cômodo na casa. O Cômodo proibido.

Na mansão não cabe efemeridades, apenas os três: Ela, ele e o amor.

terça-feira, 6 de março de 2012

Acreditemos, agora vai!

E você? Já está preparando os acordes finais para o som do fim do mundo ?
não venho aqui hoje para lhe assustar, longe de mim!
Minha intenção agora é falar de paz, amor e principalmente: Esperança.
Acredito que nada do que eu fale se compare a tudo que o que vou lhes mostrar nesse vídeo, portanto só peço que vejam de coração aberto, e que sintam essa energia extremamente positiva:

Uma mensagem de esperança :
http://www.youtube.com/watch?v=B_SIRXtp_ao&feature=youtu.be

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

As damas de ferro

Polêmico.
O Quão polêmico deve ser você amar, duas mulheres ao mesmo tempo ?
Lhes apresento as Damas de ferro.
-Quem são ?
-Pra onde vão ?
Isso não posso lhes dizer mais posso lhes contar um pouquinho sobre elas:
Gostaria de começar falando que existe algo nelas que pra mim é uma das coisas mais marcantes mais de cada uma diferente: O BEIJO.
Pois é, cada uma desperta uma sensação e um sentimento diferente quando sou beijado pelas duas, mais para que se tenha mais entendimento vou colocar nomes que representam bem o que elas são:


Wattieza e a Garota de Pequim.
Wattieza tem o beijo mais aconchegante de todos, aqueles que são o famoso beijo fortaleza,mais que qualquer abraço, seu beijo me diz que com ela eu estou seguro e que lá é o meu lugar. e seus beijos sempre tem o tom do ponto final de boa noite acompanhados sempre de uma boa dose de eu te amo.
Só Deus sabe o quão vazia é a minha noite sem os seus durma com os anjos.




Já a Garota de Pequim tem um beijo diferente, o beijo do romance, o beijo que  traz os fogos de artificio e o beijo que fala que quer fazer você feliz até o seu ultimo suspiro.Sempre acompanhado de um belo sorriso e de um olhar de piscina ao meio dia.
Aqueles tipícos olhares, que faz você querer se jogar e mergulhar naquele imensidão, até sentir que esta imerso a toda aquele vastidão chamada mundo paralelo.

Garota de Pequim se você soubesse como mexe comigo cada vez que me beija...


Mais alem disso, quero lhes falar um pouco mais sobre essas duas:

Saiba você caro leitor, que elas são o canalizador de forças mais potente que há em minha vida.

Não há nada, eu disse NADA, que ao me fazer pensar ser por elas não me dê dez vezes a força que preciso,
Sabendo ser pra elas, ou por elas, torno minhas energias renovadas e multiplicadas suficientemente capaz de mudar o mundo apenas para não deixar que elas vejam que nem todo mundo é tão bom como elas pensam.


Só que por trás da energia mais forte e multiplicadora que existe dentro delas para me fazer forte, também existe algo que é capaz de fazer desabar até o mais forte dos guerreiros.


Wattieza:
Se você soubesse a força de suas palavras sobre mim, saberia o quão poder você tem sobre minha vida, tanto para acabar com minha corrente positiva de pensamentos, com suas palavras de maçã estragada, como para me encorajar a acreditar que a força de verdade está na família, seja ela por laços de sangue ou por laços de coração. Mais saberia também que  minhas omissões são apenas tentando não preocupar você, afinal você sempre esteve do meu lado cuidando de mim, porquê não seria a hora agora deu cuidar de você ?



Garota de Pequim:
Aaaah, Garota se você soubesse o quanto mudou minha vida, desde quando decidiu voltar pra ela, não pensaria em arredar o pé daqui jamais!JAMAIS!
O seu maior problema Garota, é que você ainda não leva a sério que eu estou decidido a mudar os polos de sentido por você, faria até nevar em Olinda só para ver sua cara de bobona ao olhar a neve em seu nariz.
Mas, sei que quando largar  desses efêmeros pensamentos-amores-mundanos, saberá de coração que é a hora certa para se entregar.


E como eu vivo com as duas ao mesmo tempo ?
Só Deus sabe.E vocês agora que sem as duas eu não vivo.



O que lhes digo por final é o seguinte:
Wattieza pode ficar tranquila pois seus netinhos serão muito amados pela Garota de Pequim.



Com amor, o que mais ama vocês.